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(F: senivpetro/Freepik) |
O estado de Goiás está trilhando um caminho notável no setor de energia renovável, e atingiu no final de junho a marca de 1 GW de capacidade de geração distribuída (GD). O estado é o oitavo a atingir a marca e entra para um seleto grupo que conta com São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Mato Grosso e Santa Catarina, consolidando-se como uma das referências no país nesse quesito.A geração distribuída, um modelo descentralizado de produção de energia elétrica, tem ganhado destaque em Goiás nos últimos anos. Especialmente, os sistemas de energia solar fotovoltaica têm sido responsáveis por impulsionar essa expansão vertiginosa. A região, conhecida por sua abundância de sol, tem aproveitado essa vantagem natural de forma inteligente, transformando-a em eletricidade limpa e sustentável.
Em Goiás, o consumo residencial é o principal destino da geração própria de energia, com 49,7% das unidades beneficiadas por sistemas de microgeração e minigeração. O estado também tem grande contribuição do consumo comercial e rural, que representam 27,6% e 17,2%, respectivamente.
A superação da marca de 1 GW em potência instalada na geração distribuída posiciona Goiás em um patamar de destaque nacional, reafirmando o compromisso do estado com a transição para fontes de energia mais sustentáveis. Além dos benefícios ambientais, essa conquista traz vantagens econômicas, com redução dos custos de energia elétrica e estímulo ao crescimento econômico local.
Para o presidente da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), Guilherme Chrispim, o marco de 1 GW é reflexo das boas práticas adotadas pelo estado e deverá servir como incentivo para que esse crescimento seja cada vez mais acelerado.
“No quesito GD, 2022 foi um ano excelente para Goiás, que adicionou mais de 300 kW de potência instalada, melhor marca desde o início da modalidade no estado. Em 2023, o importante marco de 1 GW, números como esses mostram que os consumidores e o governo do estado estão comprometidos com a mudança para fontes renováveis e por isso fazem parte dos 8 maiores do Brasil na modalidade.”
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