Reajuste de até 64% nas bandeiras tarifárias das contas de luz evidencia vantagens de investimento em energia solar

Da Redação

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste nos valores das bandeiras tarifárias. A maior alta será no valor da bandeira vermelha com alta de 63,7%. A bandeira amarela vai subir 59,5%, e a vermelha patamar 2 aumentará 3,2%. Com correção acima da inflação média, os custos com a fatura de energia elétrica têm sido um grande peso no bolso do consumidor. E mais do que uma possibilidade de economizar, investir em energia solar fotovoltaica garante bom retorno financeiro, tendo em vista o quanto esses projetos têm ficado cada dia mais acessíveis. Considerando o valor economizado pela geração própria em relação ao investimento feito, é possível observar retornos de rentabilidade entre 2% e 3% ao mês.

“Não há nenhum produto financeiro de baixo risco disponível no mercado com retornos iguais a esses. Avaliando o baixo risco e o retorno contínuo a longo prazo, economistas avaliam como melhor que muitos investimentos na bolsa de valores, visto que, dependendo do tipo de fundo e alocação correta, a oscilação da rentabilidade pode ser maior ou menor de acordo com o período do ano”, afirma o diretor executivo da Yellot, Pedro Bouhid.

O retorno do investimento, chamado de payback, é concluído em média em torno de três anos. Tendo em vista que a garantia que os fabricantes dos painéis solares oferecem é de 25 a 30 anos para eficiência, após o payback, o investidor terá uma geração de energia elétrica pagando apenas a taxa mínima obrigatória cobrada pela operadora de energia nos próximos 22 a 27 anos, desde que não consuma mais energia do que a gerada por sua usina solar. Se houver excedente no consumo, a operadora faz a cobrança da energia usada de sua rede.

Na prática, isso significa que uma família que tem consumo médio mensal atual de R$ 500 na conta de energia, economiza quase 95% em cada fatura, uma vez que a usina instalada suprirá todo o gasto do mês, descontando o custo mínimo, que, nesse caso, equivale a 30 kWh, cerca de 30 reais.

Se as vantagens de investimento se aplicam a consumidores, imagina os benefícios financeiros e autonomia capazes de gerar aos grandes consumidores de energia elétrica? É o caso de indústrias e comércios maiores, que através do sistema conseguem pagar uma tarifa de energia ainda mais barata em comparação aos consumidores comuns. O valor dependerá do porte da usina solar de cada cliente. “Levando em conta algumas aplicações em renda fixa com retornos de aproximadamente 15% ao ano, uma usina solar fotovoltaica consegue prover ao investidor retornos de 24% a 36% ao ano”, destaca o diretor executivo da Yellot.

Mesmo para quem opta por financiar o valor necessário para a instalação da energia solar, acaba sendo vantajoso. O especialista pontua que hoje há linhas de crédito por meio das quais é possível optar por substituir o valor da conta de energia pela parcela do financiamento da própria usina. “Em relação aos juros do financiamento, eles serão inferiores à rentabilidade da usina solar fotovoltaica. Portanto, o consumidor continua ganhando”, avalia.

Baixo risco

Quando se fala em investimentos, os especialistas orientam a avaliar os riscos envolvidos na modalidade escolhida. No caso de uma usina solar, eles são muito baixos, em alguns casos até mitigados pelas garantias que são oferecidas pelos fabricantes dos equipamentos. “De maneira geral, catástrofes naturais podem ocasionar danos à usina, assim como em uma construção civil. Para isso, há seguros disponíveis que cobrem quaisquer danos”, lembra o diretor executivo da Yellot Pedro Bouhid.

De acordo com o marco legal da energia solar, quem solicitar o serviço até 12 meses depois da lei sancionada – ou seja, até 7 de janeiro 2023 não paga tarifas pelo custo de distribuição. Porém, quem fizer a adesão após essa data haverá uma cobrança com aumento médio de 4% ano. Ainda assim, o investimento em uma usina não deixa de valer a pena. Pedro explica que por mais que haja cobranças relacionadas à distribuição da energia injetada, os aumentos relacionados às tarifas de energia são superiores à cobrança pelo uso da rede.

Outro ponto a ser avaliado nesse sentido é que a ‘taxação’ será aplicada somente sobre a energia que será injetada, ou seja, em uma residência, durante a produção de energia pela usina no dia, boa parte do que é produzido é consumido instantaneamente sem passar no medidor da concessionária. “Apenas o excedente será computado pelo medidor ocasionando um desconto da energia injetada para custear a sua distribuição”, orienta Pedro.

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