Rendimento médio do brasileiro cai e é o menor da série histórica

Da Redação

Dados divulgados na sexta-feira (10) pelo IBGE confirmam o retrocesso socioeconômico que o Brasil vive no desgoverno Bolsonaro, com a população mais pobre e a desigualdade maior. Segundo a Pnad contínua, o rendimento médio mensal domiciliar por pessoa em 2021 caiu 6,9% na comparação com o ano anterior, chegando a R$ 1.353, menor valor desde 2012, quando o instituto iniciou a série histórica focada em trabalho e renda.

No mesmo período, a massa de rendimento – soma dos recursos recebidos pela população – caiu 6,2%, passando de R$ 306,9 bilhões para R$ 287,7 bilhões. Já a massa do rendimento mensal real de todos os trabalhos caiu 3,1%, de R$ 223,6 bilhões para R$ 216,7 bi, apesar do aumento da população ocupada, o que quer dizer que o trabalhador está ganhando menos.

A pesquisa focou em rendimentos de todas as fontes. Além dos ganhos com o trabalho e programas sociais, foram contabilizadas também receitas oriundas de aposentadorias, pensões e aluguéis.

Como acontece sempre que as políticas públicas de inclusão social são ignoradas e/ou desmontadas, como é o caso atual, as famílias mais pobres sofrem mais. Os 5% com menor renda viram o rendimento domiciliar por pessoa cair 33,9% entre 2020 e 2021, de R$ 59 para R$ 39. Houve perdas em todas as classes sociais, mas elas foram mais intensas entre os mais pobres.

Regionalmente, as regiões Norte e Nordeste também são mais afetadas pelas perdas. O rendimento mensal domiciliar por pessoa foi, respectivamente, de R$ 871 e R$ 843, menores valores do país, com quedas de 9,8% e 12,5%, também as maiores. Os maiores rendimentos estão nas regiões Sul e Sudeste (R$ 1.656 e R$ 1.645, respectivamente).

Ainda de acordo com o IBGE, em 2021, o rendimento médio do 1% da população que ganha mais era 38,4 vezes maior que o rendimento médio dos 50% que ganham menos. No ano passado, o rendimento médio mensal das pessoas do grupo de 1% com melhor rendimento correspondia a 34,8 vezes o rendimento dos 50% com os menores rendimentos.

A informação divulgada pelo IBGE fecha uma semana de péssimas notícias. Pesquisa divulgada na quarta, 8, mostrou que o Brasil andou para trás e voltou a ter mais de 33 milhões de pessoas com fome e mais da metade da população com algum grau de insegurança alimentar, como resultado direto da gestão desastrosa de Jair Bolsonaro, que ignora as parcelas mais pobres da população.

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