Deputado cobra investigação sobre gastos em duplicidade no cartão corporativo do presidente

Da Redação

O deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) vai acionar o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal para que seja investigada a duplicidade de gastos do cartão corporativo do governo Bolsonaro. O parlamentar identificou que há despesas informadas na fatura do cartão e contratos firmados pela União para os mesmos serviços. Auditoria do TCU, feita a pedido de Elias Vaz por um requerimento aprovado na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, revela desde o início do governo Bolsonaro gastos cada vez mais altos no cartão corporativo com hospedagem, alimentação e locomoção dos militares que fazem a segurança do presidente.

“Bolsonaro está dizendo que o cartão corporativo fica caro por causa da equipe de segurança dele. Mas é uma contradição porque detectamos cobranças de despesas de viagem de forma paralela no mesmo período. É uma verdadeira farra com dinheiro público e essa situação precisa ser apurada”, afirma o deputado.  

A contradição é clara. Os militares que cuidam da segurança do presidente e do vice, Hamilton Mourão, têm diárias para pagar as despesas com alimentação e hospedagem. Entre janeiro de 2020 e maio de 2022, esses servidores já receberam R$ 10.767.281,13 em diárias, segundo levantamento no Portal da Transparência. A locomoção também está garantida. O governo pagou entre janeiro de 2020 e maio deste ano R$ 12.154.944,08 à empresa Miranda Turismo e Representações Ltda para fornecimento de passagens.

“Se eles recebem a passagem porque o governo tem contrato pra isso, as diárias pra pagar alimentação e hospedagem, como é que os seguranças do Bolsonaro estão inflando o cartão corporativo? Essa situação é no mínimo muito estranha. Há sérios indícios de que o cartão vem sendo usado pra bancar viagens de lazer, caronas para parentes e amigos do Bolsonaro e alimentação de luxo. Enquanto isso, o povo, que paga impostos, sofre pra fazer o salário durar o mês. A sociedade merece uma satisfação”, destaca Elias Vaz.

Farra no avião

O relatório do TCU também aponta que políticos, amigos e parentes até agregados pegaram uma caroninha no avião presidencial. Levantamento do deputado federal Elias Vaz mostra que eles foram alimentados muito bem durante as viagens. Só de janeiro a maio deste ano, o governo federal pagou R$527.059,65 com refeições dentro do avião. O contrato 05/2017 com a International Meal Company Alimentação S.A. já custou R$1.803.975,89 de 2020 até o mês passado e prevê o fornecimento de refeições prontas (almoço, jantar e café da manhã), bebidas, lanches (salgados e sanduíches), petiscos (castanhas, barras de cereais e frios), frutas, doces e gelo.

O governo também mantém contrato com a Hot Cozinha Industrial LTDA para fornecer refeições aos funcionários e convidados do Palácio do Planalto. De maio de 2020 a maio deste ano, o valor foi de R$6.435.199. “Bolsonaro está torrando milhões com contratos de alimentação e na descrição da fatura do cartão corporativo informa mais gastos ainda com fornecimento de refeições”, ressalta Elias Vaz.

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