Com 24% de reajuste, produtores alertam que aumento total de custos de produção de ovos e frango não foi repassado ao consumidor

Da Redação

Preços recordes do milho e da soja, principais insumos da produção de frangos e ovos, têm pressionado os produtores mundiais. Aliado a estes aumentos de custos, o setor ainda viu altas expressivas nos preços dos combustíveis e das embalagens neste período de pandemia de covid-19 e, agora, a guerra na Ucrânia. Com este cenário, as perspectivas não são as melhores para produtores e, principalmente, consumidores.

Apesar de estas altas já serem sentidas nas gôndolas dos supermercados, nem todo o aumento de custo foi repassado nos preços da proteína de origem animal, calcula o presidente da Associação Goiana de Avicultura (AGA), Cláudio Faria. “O frango e o ovo já tiveram um repasse parcial destas altas, porém ele ainda não aconteceu no mesmo ritmo que aconteceu para nós, produtores”, pontuou Faria.

Ele lembra dos aumentos nos preços de todas as carnes. “A carne bovina dobrou de preço em pouco mais de um ano enquanto os reajustes nos preços do frango foram da ordem de 24%, o que tem pressionado bastante as agroindústrias, já que nem todas estão conseguindo recompor suas margens”. 

Apesar deste quadro desafiador, a expectativa é de preços melhores para os grãos no segundo semestre com a chegada da safrinha, o que deve reduzir os preços do milho e da soja, que representam cerca de 70% dos custos de produção, avalia Faria. Ainda sim, estes ajustes nas cotações não devem propiciar o equilíbrio das empresas e a expectativa é preços mais elevados para a carne de frango até o final do ano.   

O especialista lembra que o Brasil é o maior exportador mundial de frango e o terceiro maior produtor, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. E esta posição leva a um aumento na demanda mundial pela carne de frango brasileira. “A Ucrânia é um importante produtor e exportador de carne de frango e grãos e, com este cenário de guerra, ela não está embarcando carne, o que aumenta a demanda pelo frango brasileiro nestes mercados que estão desabastecidos pelas exportações ucranianas”, salientou Faria.

Este cenário de pressão de custos e estratégias para manter a competitividade na avicultura serão debatidos nesta semana, dias 9 e 10, em Goiânia, durante o XV Simpósio Goiano de Avicultura, realizado pela AGA em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG).

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