Crianças desaparecidas: em campanha, SBP e CNMP fazem recomendações a pediatras e famílias

Cerca de 50 mil crianças e adolescentes desaparecem anualmente no Brasil, sendo que 10% não retornam para suas famílias, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). As causas mais comuns para explicar esse desaparecimento são adoção ilegal, tráfico de órgãos, trabalho escravo, exploração sexual e outros. Por isso, para promover uma política de enfrentamento a essa questão, envolvendo mídia, governo e população, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em parceria com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), lança uma campanha nacional para reverter essa realidade.

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A ação conta com a publicação de documento sobre o assunto, além de cards para as redes sociais em que são listadas as principais recomendações voltadas às famílias e aos pediatras – já que por algum momento essas crianças podem passar por atendimentos em postos de saúde ou consultórios.

A presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva, é uma das entusiastas dessa luta. “Trata-se de um drama que passa desapercebido para a maioria das pessoas, mas com consequências profundas para milhares de famílias. É preciso quebrar esse pacto de silêncio e colocar esse tema na ordem do dia da agenda pública”, defendeu.

O secretário geral da SBP, Sidnei Ferreira, concorda com a necessidade de se priorizar o assunto. “Colocar esse tema diariamente, em todos os meios de informação disponíveis, nos lares, escolas, clubes, associações, ONGs, aeroportos, estações de ônibus, trem, metrô e barcas, incluindo hospitais, prontos-socorros e unidades básicas de saúde; divulgar e distribuir cartilhas com linguagem simples e acessível para evitar o desaparecimento e para agir caso suspeite ou constate o desaparecimento são os alertas dessa campanha de sensibilização da SBP”, disse.

RECOMENDAÇÕES – No documento elaborado pela SBP e CNMP, os especialistas fazem um convite aos grupos organizados da sociedade, além de escolas e estabelecimentos de saúde, segurança e justiça entre outros, para o envolvimento na causa. Entre as recomendações listadas aos pediatras estão a necessidade de sensibilizar a administração dos serviços de saúde, em especial a rede pública, para que exijam, na admissão do paciente, a documentação do acompanhante e da criança ou adolescente para identificar o vínculo existente.

Para as famílias, uma das principais recomendações é incentivar pais e responsáveis a emitir a carteira de identidade (RG ou Passaporte) ainda na infância. Esse documento oficial de identificação — com a foto da criança e o nome dos genitores ou responsáveis – pode dificultar ações de subtração e facilitar a busca, localização e identificação em caso de desaparecimento.

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