Homem é condenado a mais de 29 anos de prisão por estupro e tentativa de feminicídio em Itaberaí

Após denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO), o Tribunal do Júri de Itaberaí condenou Eduardo de Abreu Ferreira pela tentativa de homicídio e pelo estupro cometidos contra uma mulher, crimes que ocorreram no interior da Unidade Prisional de Itaberaí. No julgamento, foram reconhecidas quatro circunstâncias qualificadoras da tentativa de homicídio (feminicídio, por motivo torpe, por motivo fútil e com utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima). A pena pelos crimes foi fixada em 29 anos, 2 meses e 7 dias de reclusão. 

A essa pena, foram descontados os 946 dias já cumpridos pelo réu, que está preso, devendo ele cumprir mais 26 anos, 7 meses e 4 dias de prisão. A acusação no júri foi feita pelo promotor de Justiça Paulo Henrique Otoni, em sessão presidida pela juíza Hanna Lídia Rodrigues Paz Cândido.

Acusado cometeu os crimes dentro do presídio

De acordo com a denúncia, os crimes ocorreram às 16 horas do dia 14 de agosto de 2019, quando Eduardo constrangeu a mulher, mediante grave ameaça, a praticar com ele atos libidinosos. Ele também tentou matá-la usando um tamborete, não consumando o crime por ter achado que havia conseguido seu intento.

Inquérito policial apurou que a vítima conheceu Eduardo no presídio e, desde então, passaram a constituir uma união estável. Neste cenário, ela foi ameaçada várias vezes, caso tentasse terminar o relacionamento.

Poucos dias antes dos fatos, em 9 de agosto, a mulher foi à prisão acompanhada pela mãe, quando anunciou o fim da união. Inconformado e com a intenção de matá-la, Eduardo mandou uma carta para a vítima, pedindo para que eles se reconciliassem. Assim, no dia 14, convencida pela mensagem, ela foi ao encontro do réu para uma visita íntima. 

Para deixar a ex-companheira em situação de vulnerabilidade, eles se deitaram. Na sequência, Eduardo pediu que ela se virasse para que ele lhe fizesse uma massagem. Foi quando o réu tapou a boca da vítima, dizendo que a estupraria até matá-la e, ainda, que, se ela gritasse e os agentes penitenciários ouvissem, mataria a sua família.

Durante cerca de dez minutos ele a estuprou. Logo após, pegou um tamborete e golpeou a cabeça da mulher três vezes, ocasião em que ela desmaiou. Acreditando tê-la matado e com a intenção de se matar, tomou vários remédios e também desfaleceu. Ambos foram encontrados pelos agentes penitenciários, terminado o período de visita, e encaminhados para atendimento médico em hospitais da cidade.

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