No Dia Internacional da Mulher e no mês que marca 30 anos da morte de Lina Bo Bardi, arquiteta é tema de filme inédito na TV

Conhecida por ter projetado prédios icônicos em São Paulo, como o MASP, o Sesc Pompeia e o Teatro Oficina, Lina Bo Bardi — que morreu em 20 de março de 1992 — foi uma arquiteta de muitos talentos. Homenageada na última Bienal de Arquitetura de Veneza, no ano passado, a artista editou revistas em seu país natal, a Itália, foi cenógrafa, ativista política ligada ao comunismo, urbanista e diretora de museus. Essas e muitas outras facetas estão no documentário “Lina Bo Bardi”, do diretor Aurélio Michiles, que estreia na TV através do Curta!, celebrando o Dia Internacional da Mulher.

O média-metragem traz a participação de muitos admiradores da arquiteta. A cantora Maria Bethânia lê textos escritos em primeira pessoa por Lina, nos quais reflete sobre seu trabalho e questões filosóficas. Há também entrevistas com o cantor Caetano Veloso, o dramaturgo e diretor José Celso Martinez Corrêa e o antropólogo Darcy Ribeiro.

Em registros antigos de entrevistas para a TV, garimpados por Michiles, Lina aparece falando sobre vários temas, incluindo os motivos que a trouxeram ao Brasil, em 1946, fugindo de uma Itália destruída pela guerra. Sobre o MASP, ela conta que, para conseguir construir o museu, teve um encontro com o prefeito Adhemar de Barros e, orientada pelo empresário Assis Chateaubriand, ofereceu-lhe apoio irrestrito da imprensa para a sua campanha presidencial. A estreia é na Terça das Artes, 8 de março, às 23h.

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