10 capitais exigem vacinação ou testagem para eventos de fim de ano; 5 liberam sem exames e imunização

Com a aproximação do final do ano, as festas de Natal, Ano Novo e o Carnaval de 2022 causarão uma escalada no aumento de aglomeração de pessoas em todo o Brasil. De acordo com especialistas, os cuidados com a saúde nesse período devem ser redobrados. Apesar da queda do número de mortes – em razão do avanço da vacinação -, a pandemia continua. As novas cepas, como a variante Ômicron, exigem cada vez mais atenção. Há ainda uma população de milhões de pessoas no país vulneráveis ou não imunizadas e que correm risco de morte se contraírem Covid-19.

Em 1º de Dezembro, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, fez um alerta global afirmando que o mundo enfrenta “uma mistura tóxica”: a baixa cobertura vacinal contra a covid-19 e um nível de testagem insuficiente. Disse que é uma receita perfeita para novas variantes, como a Ômicron, se proliferarem.

Segundo especialistas, mesmo as pessoas vacinadas ainda podem contrair e transmitir variantes do coronavírus. De acordo com Alberto Chebabo, vice- presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), os grupos que correm mais risco atualmente são os de crianças com comorbidade com até 12 anos incompletos – porque ainda não alcançaram a idade de vacinação -, e de idosos que, mesmo com o ciclo vacinal completo, ainda correm um considerável risco de desenvolver a versão mais grave da doença.

Para o infectologista, a proteção ideal para eventos seria exigir dos participantes tanto comprovante de vacinação quanto de testes negativos realizados com, no máximo, 48 horas de antecedência para exames de antígeno e 72 horas para RT-PCR. “Quanto mais camadas de proteção, melhor. Porém, isso implicaria em custo para as populações de baixo poder aquisitivo – que não teriam condições de pagar pelos exames ou aumentaria o preço dos eventos, tornando-os elitizados, de difícil acesso”. Uma das soluções, afirma, seria o poder público bancar a conta. “Essa é a estratégia que muitos países estão fazendo. Oferecer testes gratuitamente e estimular a população a se testar com frequência”.

Levantamento: pouca testagem e muita aglomeração

Em relação às 27 capitais do país, de acordo com o levantamento da FSB Comunicação (tabela), 12 cidades exigem apenas vacinação; 10 solicitam testagem quando há ausência de vacinação ou imunização incompleta; e 5 capitais não solicitam comprovante de vacinação e nem testes: Campo Grande, Curitiba, Cuiabá, Porto Alegre e São Luís. Nestas cidades, os organizadores ficam livres para fazerem ou não exigências de testes ou vacinação. Em Goiânia, a prefeitura decidiu por exigir a comprovação da vacina ou a testagem.

Confira:

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