Operação investiga organização criminosa suspeita de pirâmide financeira e realiza primeira apreensão de criptmoedas em Goiás

A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), executou, na última sexta-feira (26), a “Operação Octopus”. A ação resultou no cumprimento de 74 medidas cautelares, objetivando o desmantelamento de uma organização criminosa com núcleo atuante na cidade de Bela Vista de Goiás, região metropolitana da capital.

A investigação com duração de aproximadamente 3 meses, revelou uma estrutura organizada, com divisão de tarefas, consubstanciada na oferta de serviço, a título de corretagem, de intermediação de apostas em jogos esportivos e investimentos em criptoativos (instituições financeiras com renda variável). Em ambos os casos, o grupo investigado prometia lucro certo de 50% ao mês no início das atividades (primeiro semestre de 2020) e 30% em período mais recente.

A Operação Octopus “Organização Tentacular”, contou com apoio da Gerência de Operações de Inteligência com diversas diligências de campo (levantamentos de locais) e remotas, Laboratório Tecnológico de Combate à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil do Estado de Goiás, Núcleo de Operações com Criptoativos da Coordenação Geral de Combate ao Crime Organizado (Secretaria de Operações Integradas) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Delegacias Especializadas, Distritais, Regionais e da Delegacia de Polícia de Caiapônia GO.

Durante a ação, a Polícia Civil do Estado de Goiás efetivou o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 20 milhões, mediante 15 sequestros de valores em contas de investigados em instituições financeiras convencionais e exchanges, o cumprimento de 4 mandados de prisão temporária, 11 mandados de busca e apreensão e 2 sequestros de veículos de luxo, bem como, a apreensão de dispositivos eletrônicos, documentos, valores em espécie e 03 armas de fogo.

A investigação objetiva a comprovação da materialidade e autoria dos crimes de Organização Criminosa, Lavagem de Dinheiro e Crime Contra a Economia Popular, sem prejuízo de outros praticados não apenas pelo núcleo da ORCRIM, mas de supostos “investidores” que também obtiveram lucros financeiros sem justa causa, atípicos e desproporcionais, ocasionando prejuízos financeiros a centenas de pessoas.

A operação teve apoio do Laboratório Tecnológico de Combate à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil do Estado de Goiás e do Núcleo de Operações com Criptoativos da Coordenação Geral de Combate ao Crime Organizado (Secretaria de Operações Integradas) do Ministério da Justiça; foi possível efetivar a primeira apreensão de criptomoedas in locco pela PCGO.

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