Saiba como trabalhar nos EUA e ganhar em dolar

Nos últimos meses, muitos brasileiros optaram por investir as verbas rescisórias impostas pelas demissões da pandemia em programas de intercâmbio, seja para aprimorar a fluência em outro idioma ou como porta de entrada para um emprego, em dólar. Afinal, essa busca pelo “sonho americano”, que inclui bons salários e melhor qualidade de vida nunca esteve tão em alta.

Mas, cada opção requer uma autorização diferente e o brasileiro precisa estar atento a elas para não se tornar um ilegal. “O visto de trabalho temporário é o H, para consegui-lo é preciso uma petição de trabalho (Form I- 129) submetida pelo empregador dos EUA, que deve ser aprovado pelo serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos. E além do visto H, existem outros, como o visto H-1B (ocupação de especialista); visto H-2B (trabalho qualificado e não qualificado) e visto H-3 (estagiários)”, explica Arleth Bandera, especialista em processos imigratórios. 

Recentemente o Ministério das Relações Exteriores levantou dados mostrando que há 4,2 milhões de brasileiros vivendo longe do país, se comparado com 2018, houve um aumento de quase 20%. Os dados ficam ainda mais impressionantes se considerarmos que a pesquisa não computa, com exatidão, quem saiu do país e se encontra de forma ilegal. Estimativas falam em até 50% a mais de pessoas nessa condição, dessa forma, o número chegaria a 6 milhões.

“Chega a ser um problema de perspectiva, a conta simplesmente não fecha! Senti essa diferença quando me mudei para os Estados Unidos. O salário no Brasil acaba sendo mais baixo e o custo de vida, muito alto. E por isso, como eu, há vários brasileiros buscando outras oportunidades”, explica a CEO da Eagle que se mudou para os EUA em 2016.

É cada vez maior o número de famílias com integrantes com pelo menos um integrante com diploma superior indo embora, e sem intenção de voltar. Os problemas econômicos do país, a qualidade de vida e o quesito “ganhar em dólar” são os principais motivos dessa “diáspora”.

Enquanto o Brasil registra 14,4 milhões de desempregos e uma taxa de desemprego de 14,1%, no segundo trimestre, nos Estados Unidos, esse nível era de 7,8% há um ano, e agora está em 5,2%. Em julho, o país tinha quase 11 milhões de vagas abertas, de acordo com a secretária de estatísticas de trabalho do país.

”Aqui na Eagle, somos uma agência de intercâmbio com cursos de idiomas e cursos em universidade e também, especialistas em processos migratórios (alteração do status do visto, Green Card), contamos com uma equipe super competente que cuida desses casos. E nos últimos meses sentimos um grande aumento na procura por esses processos. As pessoas estão atrás do “sonho americano”, e posso dizer que com o aumento da vacinação, retorno da economia, está sobrando emprego aqui. Profissionais da área de saúde, aviação, tecnologia e logística estão em alta.”, explica Arleth.

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