População do Centro-Oeste é a que mais se preocupa com assuntos relacionados ao combate à corrupção

Com Brasília fazendo parte de seu território, o Centro-Oeste possui uma população mais preocupada com o combate à corrupção no governo e nas empresas do que outras regiões do país: ao serem indagadas sobre “Ética, transparência e combate à corrupção nas empresas e governos”, os moradores do Centro-Oeste foram os que percentualmente mais mencionaram essa necessidade (85% das respostas). Na média nacional, esse tema obteve 76% de lembrança.

Os dados são da 8ª edição do OBSERVATÓRIO FEBRABAN – Pesquisa FEBRABAN-IPESPE, que buscou investigar o conhecimento e envolvimento dos brasileiros a respeito do tema da sustentabilidade, e de como as boas práticas se inserem no cotidiano da população.
O levantamento, realizado entre os dias 2 e 7 de setembro, com 3 mil pessoas nas cinco regiões do país, será apresentado nesta quinta-feira, dia 30 de outubro.

A pesquisa mostrou que o interesse dos brasileiros pelas questões sociais e ambientais é consideravelmente maior do que em relação às questões de governança. Está no Norte o menor nível de informação autodeclarado sobre governança corporativa: 29%, contra 35% do total da amostra. As demais regiões oscilam entre 30% e 39%. Neste caso, o percentual mais alto está no Centro-Oeste (39%).

Ainda no Centro-Oeste, a preservação e consciência ambiental foi a demanda mais citada sobre meio ambiente, obtendo 34% das respostas; a reciclagem e reaproveitamento vieram em seguida (10%).

O Centro-Oeste é o que mais se preocupa em relação a redução da poluição do ar (80%) e limpeza das ruas e dos bairros (81%). Também é a região que mais valoriza o descarte correto de resíduos nocivos, como pilhas e óleo (57%) e que mais dá preferência por etanol à gasolina na hora de abastecer o veículo (43%).

Em contrapartida, a região é a que menos se preocupa com o desmatamento (53%, contra média nacional de 61%) e aquecimento global (39%, contra média nacional de 52%).

Os meios preferidos pelo quais os entrevistados se informam sobre sustentabilidade são a tevê aberta e a internet (ambos com 45%). Os que se declararam bem-informados sobre o assunto somam 62%.

A pesquisa também verificou o impacto social da sustentabilidade, e o Centro-Oeste registrou o menor índice de preocupação em relação à emprego e renda (60%, contra média nacional de 71%).

Com relação à necessidade de se adotar práticas de sustentabilidade no dia a dia das famílias e cidadãos, o Centro-Oeste seguiu a média nacional (84% consideram essa medida muito importante). A região é que mais valoriza medidas para economia de água (72%), energia elétrica (68%) e redução do material descartável (52%).

O Observatório Febraban identificou também os motivos que levaram ou poderiam levar as pessoas a deixar de comprar produtos ou contratar serviços de uma empresa, e o número mais expressivo no Centro-Oeste foi o daqueles que não adquirem nada de quem faz campanhas publicitárias ofensivas para determinados grupos (55%, contra 45% na média nacional).

“Este levantamento reforça pesquisas anteriores, que mostravam que 74% dos entrevistados tinham muito ou algum interesse pelo tema da preservação do meio ambiente e 78% disseram-se pouco ou nada satisfeitos com os esforços empreendidos no país nesse campo”, diz o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE.

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