Escola indígena em Aruanã recebe livro que valoriza a cultura Karajá

A Escola Estadual Indígena Maurehi, localizada em Aruanã (GO), recebeu do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio da superintendência em Goiás, 141 exemplares da obra Arte Iny Karajá Patrimônio Cultural do Brasil, nesta quarta-feira. 

Idealizada a partir de convênio do Iphan com a Fundação de Apoio à Pesquisa (FUNAPE), a publicação foi executada pelo Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás (UFG). O número será utilizado em ações educativas que terão como base o uso do livro nas escolas indígenas da comunidade Karajá como ferramenta de valorização e promoção da cultura, da arte e dos mitos do povo indígena, assim como sua língua materna, denominada Inyrybè. O livro também será entregue aos indígenas das outras aldeias Karajá, localizadas nos estados de Mato Grosso e Pará, que também participaram do processo de elaboração da publicação.

A historiadora do Iphan-GO Renata Galvão, que acompanhou a entrega dos exemplares, ressalta que “a obra proporciona a troca de saberes entre o povo Karajá, além de aproximar ainda mais a sociedade da cultura indígena, passando a valorizar os seus costumes e tradições”.

A ação faz parte do plano de salvaguarda de dois bens registrados como Patrimônio Cultural do Brasil desde 2012. O primeiro é intitulado “Ritxoko, Expressão Artística e Cosmológica do Povo Karajá”, inscrito no livro das formas de Expressão; o segundo são os “Saberes e Práticas Associados ao Modo de Fazer Bonecas Karajá”, inscrito no livro dos Saberes.

O desenvolvimento das ações para difusão e promoção do universo cultural está sendo realizado em conjunto com as superintendências do Iphan dos estados de Tocantins e Mato Grosso.

Arte Iny Karajá Patrimônio Cultural do Brasil

Composta por quatro capítulos, a publicação Arte Iny Karajá Patrimônio Cultural do Brasil, elaborada pelos próprios indígenas, apresenta temas que abordam a divulgação da cultura indígena de sete aldeias karajá, que se estendem pelos estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Pará; as celebrações e rituais; os ofícios, saberes e modos de fazer ritxoko (bonecas karajá); e os seus locais de habitação.  Produzido na língua materna karajá e em português, as narrativas trazem os mitos e as histórias, que são ilustradas por meio de desenhos feitos e pintados pelas crianças indígenas, acompanhadas de professores das escolas locais.

O livro é resultado do projeto “Bonecas de Cerâmica Karajá como Patrimônio Cultural do Brasil: Contribuições para a sua Salvaguarda”, que trabalhou ações de promoção da cultura indígena, seguido da formação de gestores nas comunidades, com o foco no gerenciamento dos bens culturais. Também buscou-se promover o intercâmbio e a troca de saberes entre as comunidades Karajá, com diversas atividades, como a realização de oficinas de capacitação e, por fim, o fortalecimento da língua Inyrybè, que resultou no livro bilíngue.

Fotos: Tatiane Vieira/Iphan-GO

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