Quase 3 mil municípios registram sommeliers de vacina; Goiânia manda para o fim da fila

Na edição 17 da Pesquisa sobre o cenário da Covid-19 nos Municípios brasileiros, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) identificou que as gestões locais seguem enfrentando dificuldades em relação à tentativa de escolha de imunizante. Subiu de 1.860 para 2.814 a quantidade de Municípios que enfrentaram situações onde o cidadão quis escolher o tipo de vacina contra a Covid-19. Nestes casos, 1.879 prefeituras não permitiram a escolha – sendo que em 1.333 se aplicou o imunizante disponível e em outras 546 disseram as pessoas perderam a prioridade de vacinação.

O levantamento também mostrou que mais locais reduziram a faixa etária de vacinação. Na semana de 12 a 15 de julho, 57% das 2.814 prefeituras que responderam à questão – ou seja, 1.601 cidades – informaram que já vacinam pessoas sem comorbidades com menos de 36 anos. Antes, na semana 16, 860 Municípios indicavam vacinação na faixa etária de 18 a 35 anos.

Sobre a falta de doses nos Municípios, a CNM alerta que houve aumento no registro. Enquanto na semana anterior 480 prefeituras relataram o problema, agora foram 775. Destas, mais de 95% indicaram falta de doses para a primeira dose. Em 13,2% faltou também para aplicação da segunda dose.

A pesquisa também mostra uma queda significativa na ocupação de leitos de UTI. Neste item, entre os 2.826 que participaram, – 29,4% (830 do total) – está com ocupação de UTIs entre 60% e 80% e outros 20,9% (592) têm taxa abaixo de 60%. Na semana passada, eram, respectivamente, 687 e 433 cidades nesta situação. Na taxa acima de 90%, estão 18% (507 do total), e 16,8% (475) ultrapassam 80%. Na semana anterior, 747 Municípios afirmaram ter nível de ocupação acima de 90% e 454 estavam com mais de 80% de leitos de UTI ocupados.

Casos e mortes

Proporcionalmente aos que responderam na semana 16 e na 17, não houve grande variação quanto o registro de casos confirmados semanalmente. Entre 2.826 Municípios, os casos diminuíram em 40,4%, permaneceram estáveis em 36,7% e aumentaram em 16,6%. Em 5,1% deles não ocorreram novos registros. A CNM demonstra preocupação com esses resultados, pois a manutenção de novos infectados em níveis altos está sendo apontada pela quarta vez consecutiva na pesquisa.

Em relação às mortes, a estabilidade segue em torno de 22% dos entrevistados e a redução de óbitos, em quase 17%. O dado está em crescimento em 10,2%. Não houve nenhum registro de morte por Covid-19 em, pelo menos, metade dos Municípios pesquisados nesta semana 17, o equivalente a 1.426 cidades – na anterior eram 1.258.

Fim da fila

A Prefeitura de Goiânia publicou na edição de quinta-feira (15) do Diário Oficial do Município, decreto de número 3.605 que estabelece normas sobre a recusa de vacinas contra a Covid-19. Mandar para o fim da fila quem não aceitar a receber o imunizante que estiver nos postos de vacinação da capital é a principal medida a ser tomada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), após assinatura de um termo de opção de recusa.

“O nosso objetivo é inibir a prática dos chamados ‘sommeliers de vacina’, que são os querem escolher a marca do imunizante a ser aplicado contra a Covid-19”, explica o secretário de Saúde, Durval Pedroso, acrescentando que nos dois dias que a pasta realizou drive-thru no shopping Passeio das Águas, 361 pessoas recusaram a vacina disponível em virtude do laboratório fabricante. “Essas pessoas pegaram a fila, receberam a senha e não aceitaram se vacinar”, conta.

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