GENEX traz ao Brasil dez novos touros da raça Angus, conhecida pela excelência na qualidade da carne

Os novos touros serão responsáveis por produzir centenas de milhares de doses de sêmen direcionados para a inseminação artificial; investimento deve injetar mais de R$ 1 bilhão na economia brasileira já nos primeiros anos de produção

Dez novos touros Angus chegaram ao Brasil no dia 7 de outubro. Trazidos pela GENEX, empresa pioneira em genética bovina, os animais vão compor o portfólio da empresa na coleta e venda de sêmen para inseminação artificial no Brasil. Segundo a companhia, esse projeto faz parte de um novo plano de atuação que recebeu um aporte de mais de US$ 1 milhão. Na avaliação da diretoria, esses animais deverão injetar mais de R$ 1 bilhão na economia brasileira nos próximos dois anos. 

De acordo com a diretoria da multinacional, os reprodutores têm entre 11 e 12 meses e, em alguns meses, iniciarão a produção, visando à estação reprodutiva 2021/2022. Cada touro poderá produzir 30 mil doses de sêmen por ano, gerando em média 20 mil bezerros, com valor de R$2.000,00 que, em dois anos, poderão valer o dobro disso e abastecer a indústria de proteína animal no mercado interno e externo.

Na avaliação do Diretor Executivo da GENEX Brasil, Sergio Saud, ter os touros americanos em solo brasileiro é uma vantagem comercial. “Além de garantir a oferta de produtos aos pecuaristas, fica mais fácil demonstrar como a GENEX direciona sua seleção genética para animais com forte adaptabilidade para o Brasil, especialmente o Brasil Central. Tê-los no país também é uma forma de exposição importante para os nossos clientes. Os criadores conseguem ver os touros com os próprios olhos”, afirma.

Os animais já vêm com uma genética adaptada para o clima brasileiro. A raça Angus é conhecida pela excelente qualidade de carne e tem sido muito utilizada geneticamente, no cruzamento com outras raças, como o Nelore, que compõe a maior parte do rebanho brasileiro para produção de carne, pois possui um efeito “melhorador” no animal nascido desse cruzamento. 

Segundo a corporação, os animais são tratados no Brasil como “clientes vips”. São transportados em avião adaptado com baias, garantindo conforto, alimentação e água. Ao desembarcarem no Brasil, são levados em caminhões específicos para cargas vivas para Central de Coleta, localizada em uma fazenda em Itatinga, no estado de São Paulo. Na propriedade, os animais passam por um período de quarentena sanitária e pelo processo de adaptação. Segundo a gerente de Produto Corte GENEX Brasil, Juliana Ferragute, esse processo consiste em oferecer alimentação balanceada, conforto térmico e procedimentos para garantir a aclimatação e a imunização dos animais a doenças típicas brasileiras que eles não tinham contato no país de origem.

“Os animais são tratados como estrelas e cercados de cuidados. Todos os touros passaram por quarentena e até o momento do embarque nos EUA sob acompanhamento técnico. Chegando ao Brasil, um veterinário acompanha todo o processo, desde o desembarque até a acomodação no local de destino, onde passarão por nova quarentena sanitária e por um processo de adaptação, sempre com acompanhamento de profissionais”, afirma.

Momento oportuno

O segmento de inseminação artificial se mostra em forte expansão no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) divulgados em agosto, mercado de genética de corte cresceu 47%, no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2019, com mais de 5,5 milhões de doses vendidas. 

O objetivo é aproveitar o momento e aumentar ainda mais o rendimento desse setor de atuação. A prática de inseminação artificial é a base para a criação de gado e, por isso, a longo prazo e considerando todo o processo, o retorno financeiro é enorme. “Esses novos touros vão produzir milhares de doses de sêmen que serão vendidas e, consequentemente, movimentarão o agronegócio brasileiro. Depois nascerão os bezerros que serão comercializados ou recriados e, posteriormente, vendidos para a indústria de proteína animal. A inseminação é o primeiro passo para alimentar essa cadeia de valor que injeta uma quantidade grande de recursos na economia”, conclui o Diretor Executivo da GENEX Brasil.

Cuidado na coleta e transporte do sêmen

O sêmen que é comercializado segue um rigoroso controle de qualidade desde a coleta até chegar na fazenda.  Existe todo um processo de coleta e industrialização para certificar a qualidade do produto. Também são realizadas diversas análises de qualidade, visando assegurar a fertilidade.

“Uma vez liberados para coleta e produção de sêmen na central, os touros são coletados entre 1 e 2 vezes por semana.  A partir daí o sêmen coletado passa por um processo de análise em laboratório, onde são adicionados o diluente necessário para a nutrição e proteção das células espermáticas durante o processo de envase e congelamento nas paletas de sêmen. Todo o processo é feito tendo como principal objetivo assegurar a qualidade e a fertilidade da dose de sêmen”, afirma Antônio Esteves Azedo, Gerente de Qualidade da GENEX.

Por fim, vem o armazenamento das doses, que precisa ser feito com nitrogênio líquido, a uma temperatura baixíssima de menos 196°C, para preservar a integridade dos espermatozoides, isso exige um manejo apropriado para que seja entregue em condições ideais ao comprador.  “Nós fazemos esse transporte e levamos o produto para o cliente, certificando a qualidade até na hora da entrega”, garantiu o diretor.

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